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sábado, 6 de agosto de 2011

RAPIDINHO...


Atenciosamente,

A Pró-Reitoria de Assistência Estudantil
Vem por meio deste informar que já está recebendo artigos,ensaios,resenhas e outros para o 2º volume da coleção Saberes e Produção Discente
Para maiores informaçãoes consultar o link: http://www.uneb..br/praes/colecao-saberes-e-producao-discente/
________________________
César Augusto Teles
Pró-Reitoria de Assistência Estudantil
Gerência de Programas e Projetos
Fone: (71) 3117-2468

INFORME.

CONVOCAÇÃO

A Coordenação do Curso de História, no uso de suas atribuições e conforme Regimento Geral da UNEB, convoca os professores e os representantes discentes para participarem da reunião ordinária do Colegiado de História, que acontecerá no dia 09 de agosto de 2011 (terça-feira), às 9h30min., na Sala de Reuniões do Campus, com a seguinte pauta:

1.      Informes;
2.      Avaliação e Aprovação do Regimento Setorial de Estágio Supervisionado e do Regimento do Colegiado de História;
3.      O que ocorrer.


Eunápolis, 04 de agosto de 2011.









Francisco Eduardo Torres Cancela
Coordenador Pro-Tempore do Colegiado de História
Departamento de Ciências Humanas e Tecnologia – UNEB
Campus XVIII – Eunápolis
Mat. 74510138-5   Port.3258/2010

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Guerra Fria (2)

O que estava em jogo no conflito entre EUA e URSS

Por Túlio Vilela*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Divulgação/Nasa
O astronauta Neil Armstrong, primeiro homem a pisar a Lua
Durante a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e a União Soviética foram aliados na luta contra a Alemanha nazista. Derrotado o inimigo comum, os antigos aliados se transformaram em adversários. Assim, com o término da Segunda Guerra Mundial, em 1945, tinha início uma guerra nova e diferente: a Guerra Fria.

Por que a Guerra Fria foi diferente?

Diferente porque as duas superpotências jamais se enfrentaram num conflito militar direto, jamais se enfrentaram numa "Guerra Quente". Daí o conflito entre as duas superpotências ter recebido o nome de "Guerra Fria". Apesar de toda a hostilidade que havia entre as duas superpotências, os dois lados sabiam que uma guerra total, isto é uma guerra em que cada potência utilizasse todos os seus recursos, seria uma guerra sem vencedores e uma ameaça à própria continuidade da espécie humana no planeta. Afinal, o monopólio norte-americano da bomba atômica não durou muito tempo. Em agosto de 1949, a União Soviética detonou sua primeira bomba atômica.

Qual a característica mais marcante da Guerra Fria?

Uma das características principais foi transferir os conflitos militares para áreas periféricas do mundo. Ou seja, norte-americanos e soviéticos se envolveram em guerras localizadas em outras partes do mundo como África, Ásia e América Latina. Exemplos dessas guerras foram a intervenção norte-americana no Vietnã, durante as décadas de 1960 e 1970, a intervenção soviética no Afeganistão, final dos anos 1970 a meados dos anos 1980 e o envolvimento direto ou indireto dessas superpotências em praticamente todas as guerras no Oriente Médio, especialmente a luta entre palestinos, apoiados pela União Soviética, e israelenses, apoiados pelos norte-americanos.

Por que os Estados Unidos e a União Soviética eram adversários?

A rivalidade entre as duas superpotências tinha origem na incompatibilidade entre as ideologias defendidas por cada lado. Essa incompatibilidade ideológica podia ser percebida no fato que cada superpotência tinha um sistema político diferente e organizava sua economia de modo diferente da outra. Enquanto os Estados Unidos defendiam o capitalismo, a democracia, princípios como a defesa da propriedade privada e a livre iniciativa, a União Soviética defendia o socialismo e princípios como o fim da grande propriedade privada, a igualdade econômica (um a sociedade sem ricos e pobres) e um Estado forte capaz de garantir as necessidades básicas de todos os cidadãos.

Essas ideologias vigoravam de fato nas duas superpotências?

Havia muitas contradições entre o discurso e as práticas de cada superpotência. De um lado, os Estados Unidos apresentavam-se como defensores da liberdade e da democracia, mas para combater o socialismo, apoiaram ditaduras na América do Sul nas décadas de 1960 e 1970 (dentre as quais, os regimes militares da Argentina, Chile e do próprio Brasil) e onde eram praticadas a prisão e a tortura dos opositores desses regimes. Por outro lado, a União Soviética que se apresentava como defensora da igualdade e inimiga da miséria, era controlada por um partido único, o Partido Comunista, cujos altos funcionários formavam uma elite privilegiada: usufruíam de luxos como produtos importados de boa qualidade enquanto a maioria da população era obrigada a enfrentar longas filas para comprar artigos de primeira necessidade que faltavam nas prateleiras.

O que são CIA e KGB?

CIA é a sigla de Central Intelligence Agency (Agência Central de Inteligência), a agência de espionagem do governo dos Estados Unidos. KGB eram as iniciais, em russo, do Comitê de Segurança do Estado, a antiga agência de espionagem da União Soviética. Além dos serviços de espionagem, a KGB também fazia o papel de polícia política, ou seja, reprimia qualquer tentativa de oposição ao governo soviético (o mesmo papel que a Gestapo, a polícia política de Hitler fazia na Alemanha nazista). O currículo da CIA também é cheio de "trabalho sujo": a CIA participou de golpes de Estado em vários países da América Latina, com aconteceu na Guatemala, em 1954.

O que foi a "corrida espacial"?

Foi uma disputa tecnológica entre os Estados Unidos e a União Soviética. Os feitos da corrida espacial eram também demonstrações de poder: a potência que desenvolvesse uma tecnologia capaz de enviar um homem ao espaço também seria capaz de desenvolver mísseis nucleares controlados a distância. Os feitos de cada superpotência eram explorados pela propaganda de cada governo. Afinal, cada lado, queria provar que seu sistema (capitalismo, no caso dos Estados Unidos, socialismo, no caso da União Soviética, era o melhor). Tanto os Estados Unidos quanto a União Soviética utilizaram, no início de seus programas espaciais, engenheiros alemães que trabalharam no desenvolvimento dos foguetes V-2, os temíveis mísseis balísticos usados pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Qual dos dois países deu a largada na corrida espacial?

No início, quem tomou a dianteira na corrida espacial foi a União Soviética, que em 1957 lançou o primeiro satélite artificial, o Sputnik, e, no mesmo ano, a enviou o primeiro ser vivo ao espaço, a cadelinha Laika (que morreu lá mesmo). Também foi da União Soviética o feito de enviar o primeiro ser humano a viajar pelo espaço, o ucraniano Yuri Gagarin (na época, a Ucrânia era uma das repúblicas que compunham a União Soviética), no dia 12 de abril de 1961.

Mas foram os americanos que cruzaram a reta final?

Sim, o programa espacial norte-americano acabou superando o programa espacial soviético: no dia 20 de julho de 1969, o astronauta norte-americano Neil Armstrong tornava-se o primeiro homem a pisar na Lua. Um a curiosidade: enquanto os norte-americanos chamavam os tripulantes de suas espaçonaves de astronaustas, os soviéticos chamavam os tripulantes das suas espaçonaves de cosmonautas.
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Divulgação/Nasa
O cosmonauta russo Yuri Gagarin


*Túlio Vilela, formado em história pela USP, é professor da rede pública do estado de São Paulo e um dos autores do livro Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula (Editora Contexto).

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SEAP realiza a 9ª Jornada Espírita de Eunápolis

A  SEAP (Sociedade Espírita Apóstolo Pedro) realiza a 9ª Jornada Espírita de Eunapolis NOS DIAS 19, 20 e 21 de agosto próximo, a partir das 19h30 na Loja Maçônica 5 de Novembro. Este ano o tema escolhido foi "LIBERTAÇÃO PELO AMOR"



clique na imagem para ver programação

Audiência Pública em Eunápolis

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

OUVIDORIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA....

Ouvidoria
UTILIZE SEMPRE QUE NECESSÁRIO.

Este órgão coloca à disposição do cidadão diversos mecanismos de contato para que o mesmo encontre um espaço ágil e democrático, para registrar as suas reivindicações. O manifestante pode buscar informações além de registrar elogios, queixas, reclamações, inclusive denúncias..
  1. Atendemos gratuitamente através do
    0800 – 284 – 6803.
  2. Pela internet, através da página: http://www.mp.ba.gov.br/SGO/Opcoes.asp
  3. Recebemos sua manifestação pelo e-mail: ouvidoria@mp.ba.gov.br
  4. Ou ainda pelo fax: (71) 3103 – 6538

NÃO DEU NO UOL , NO ESTADÃO , NO GLOBO , NA "VEJA" , NO "JORNAL NACIONAL" E NEM VAI DAR

Mais de 40% dos alunos das federais são das classes C, D e E

Pesquisa traça perfil dos estudantes das universidades federais.

Negros representam menos de 10%, pardos chegam a 32%

iG São Paulo

 
Uma pesquisa da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que será lançada nesta quarta-feira (3), traçou o perfil dos estudantes das universidades federais do País. Os dados mostram que 8,72% dos alunos são negros. Os brancos representam a maioria 53,9%, os pardos 32% e os indígenas menos de 1%. Cerca de 43% do total são das classes C, D e E.
O percentual de alunos de baixa renda é maior nas instituições de ensino das regiões Norte (69%) e Nordeste (52%) e menor no Sul (33%). Para a Andifes, o resultado do estudo, que teve como base 22 mil alunos de cursos presenciais, desmistifica a ideia de que a maioria dos estudantes das federais é de famílias ricas. Os dados mostram, entretanto, que o percentual de alunos das classes mais baixas permaneceu estável em relação a outras pesquisas feitas pela entidade em 1997 e 2003.
Segundo o presidente da Andifes, João Luiz Martins, as políticas afirmativas e a expansão das vagas nas federais mudaram consideravelmente o perfil do estudante. A associação avalia que se não houvesse as políticas afirmativas, o atendimento aos alunos de baixa renda nessas instituições teria diminuído no período.
Evolução tímida
Ainda que a participação dos negros nas federais seja pequena, houve um crescimento em relação à pesquisa anterior produzida pela Andifes em 2003, quando menos de 6% dos alunos eram negros. Isso significa um aumento de 47,7% na participação dessa população em universidades federais.
Para Martins, a evolução é “tímida”. Ele defende a necessidade de políticas afirmativas mais agressivas para garantir a inclusão. “A universidade tem uma dívida enorme em relação a isso (inclusão do negro). Há necessidade de ampliar essas ações porque o atendimento ainda é muito baixo”, avalia.
A entidade é contra uma legislação ou regra nacional que determine uma política comum para todas as instituições, como o projeto de lei que tramita no Senado e determina reserva de 50% das vagas para egressos de escolas públicas. “Cada um de nós tem uma política afirmativa mais adequada à nossa realidade. No Norte, por exemplo, a universidade precisa de uma política que tenha atenção aos indígenas. No Sul, o perfil já é outro e na Bahia outro”, explica Martins.

Assistência estudantil

Martins destaca que se forem considerados os estudantes com renda familiar até cinco salários mínimos (R$ 2.550), o percentual nesse grupo chega a 67%. Esse é o público que deveria ser atendido – em menor ou maior grau – por políticas de assistência estudantil. A entidade defende um aumento dos recursos para garantir a permanência do aluno de baixa renda na universidade. “Em uma família com renda até cinco salários mínimos, com três ou quatro dependentes, a fixação do estudante na universidade é um problema sério”, diz Martins, que é reitor da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).
O estudo identifica que 2,5% dos alunos moram em residência estudantil. Cerca de 15% são beneficiários de programas que custeiam total ou parcialmente a alimentação e um em cada dez recebe bolsa de permanência.
Vânia Silva, 26 anos, ex-aluna do curso de pedagogia da Universidade de Brasília (UnB), contou, ao longo de toda a graduação, com bolsas e outros tipos de auxílio. No primeiro semestre, a ajuda era de R$ 130, insuficiente para os gastos com alimentação, transporte e materiais. Ela participou de projetos de pesquisa e extensão na universidade para aumentar o benefício e conseguiu moradia na Casa do Estudante. Mas viu colegas desistirem do curso porque não tinham condições de se manter.
“Para quem quer ter um bom desempenho acadêmico, o auxílio é muito pequeno. Esse dinheiro eu deveria gastar em livros ou em viagens para participar de encontros de pesquisadores, mas usava para custear minhas necessidades básicas”, conta. Hoje, ela é aluna de pós-graduação e a bolsa que recebe continua sendo insuficiente para os objetivos que pretende alcançar. “Já tive trabalhos inscritos até em congressos internacionais, mas com essa verba não dá para bancar uma viagem”, diz.

Inclusão desigual

Os reitores destacam que a inclusão dos estudantes das famílias mais pobres não é a mesma em todos os cursos. Áreas mais concorridas como medicina, direito e as engenharias ainda recebem poucos alunos com esse perfil. Cerca de 12% das matrículas nas federais são trancadas pelos alunos e, para a associação, a evasão está relacionada em grande parte à questão financeira.
“Em outras parte do mundo, a preocupação do reitor é com a qualidade do ensino e com a pesquisa. Mas aqui, além de se preocupar com um bom ensino, ele também tem que se preocupar com a questão social”, compara Álvaro Prata, reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Para 2012, a Andifes reivindicou ao Ministério da Educação (MEC) que dobre os recursos destinados à assistência estudantil. A previsão é que a verba seja ampliada dos atuais R$ 413 milhões para R$ 520 milhões, segundo a entidade. “Com a política de cotas e a expansão da UnB para as cidades satélites, houve um aumento muito grande da necessidade de políticas de assistência estudantil. Mas isso é secundário para o governo e a própria administração da universidade. Muitas vezes, eles acham que têm que trabalhar para ter mais sala de aula e laboratório, mas não há o restaurante universitário”, observa a representante do Diretório Central dos Estudantes da UnB, Mel Gallo.
O estudo mostra que os alunos egressos de escolas públicas são 44,8% dos estudantes das universidades federais. Mais de 40% cursaram todo o ensino médio em escola privada. O reitor da Universidade Federal do Pará (Ufpa), Carlos Maneschy, explica que na instituição metade das vagas do vestibular é reservada para egressos da rede pública. Desse total, 40% são para estudantes negros. Ele acredita que nos próximos anos a universidade terá 20% de alunos da raça negra. “Antes, nem 5% eram de escola pública”, diz.

* Informações da Agência Brasil, reportagem de Amanda Cieglinski