Foi publicado no D.O. do dia 20/06 concurso para cadastro de reserva da UNEB.
As inscrições vão de 11/07 a 08/08. Tem três vagas de Assistente para Eunápolis.
Confiram no endereço abaixo:
http://www.uneb.br/files/2011/06/EDITAL-Concurso-Docente-Assistente_Auxiliar.pdf
quinta-feira, 7 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Michel Foucault - História da loucura
Michel Foucault - História da loucura
Está fora de dúvida, hoje, de que a filosofia moderna tem em Michel Foucault um de seus pensadores mais representativos, um de seus “clássicos”. E a História da Loucura, continuamente refocalizada em toda a parte, vem mantendo a condição de obra que expressa aspectos fundamentais desse universo de pensamento. Mais do que isso, deve-se ressaltar o efeito revolucionário de seu discurso, à medida que pôs em xeque concepções longamente firmadas sob o rótulo de verdades científicas, como no campo da medicina psiquiátrica, em que sua análise crítica atingiu gravemente a operacionalidade terapêutica das noções tradicionais de sanidade e loucura. Assim, não é de admirar que no Brasil o seu impacto se fizesse sentir; não só nos estudos acadêmicos de filosofia, medicina, psicologia, ciências sociais, direito e outras áreas afins, como na prática legislativa, pedagógica, psicoterápica, médica e na formação de condutas sociais e políticas. E a Editora Perspectiva sente-se orgulhosa em contribuir para a divulgação desse livro ímpar, em nosso idioma e para nossa sociedade, mantendo-o à disposição de nossos leitores, em constantes reimpressõesBAIXAR AQUI
terça-feira, 5 de julho de 2011
O Choque de Civilizações
por Daniel Lopes –
A polêmica teoria de Samuel P. Huntington (1927-2008) foi expressa primeiro em um artigo de 1993 na Foreign Affairs – em resposta à teoria do “fim da história” de Francis Fukuyama – e depois no livro The Clash of Civilizations and the Remaking of World Order, de 1996. A edição brasileira de 1997 virou agora volume de bolso, tornando a obra mais acessível.
Nela, o autor apresenta as civilizações hoje existentes (ocidental, ortodoxa, islâmica, latino-americana, japonesa…) e chega à conclusão de que a emergência da China (civilização sínica) e a explosão populacional dentro do Islã (com suas “fronteiras sangrentas”) apresentarão enormes desafios ao Ocidente no século 21 e farão com que esses blocos com ele colidam.
Huntington achou provável uma aliança sino-islâmica decorrente de interesses comuns que, seja no campo dos direitos humanos ou da proliferação de armas, não condizem com a tradição ou interesses geopolíticos da Europa, dos EUA e de seus satélites. Como se os fatores mundanos não bastassem, Huntington lembrou de outro ponto a tornar o choque Ocidente-Islã uma questão de tempo: ambos são baseados em monoteísmos com pretensões hegemônicas (ao contrário do judaísmo).
-- O autor --
Para Berman isso é uma falácia que a história recente já presenciou inúmeras vezes: tiranos africanos e multiculturalistas ocidentais com peso na consciência afirmando que aquela “cultura” não teria como assimilar valores como democracia, ou comunistas da Europa Oriental, da Rússia e seus amigos do mundo livre afirmando que a democracia liberal (“democracia burguesa”, por oposição às “democracias populares”) nunca se manteria de pé em países com tradição personalista e autoritária. Berman acredita que valores como liberdade de imprensa e respeito a minorias não têm por que ser (e não são) exclusividades do Ocidente, e podem sim florescer pelo mundo islâmico, desde que os ocidentais reconheçam a enorme ameaça representada pelos fundamentalistas e não titubeiem na luta para derrotá-los. Se sua receita para isso é a mais correta e eficiente (ele apoiou a guerra do Iraque), é um outro assunto. De qualquer forma, fica a dica de uma crítica a Samuel Huntington por alguém que definitivamente não é da esquerda leniente com o islamismo.
::: O choque de civilizações e a recomposição da ordem mundial ::: Samuel P. Huntington :::
::: Ponto de Leitura/Objetiva, 2010, 634 páginas :::
– LEIA TAMBÉM –
::: Terror and Liberalism ::: Paul Berman ::: WW Norton, 2004, 240 páginas :::
Quadrinhos e Antigüidade
O mundo antigo segundo Asterix e Obelix
Túlio Vilela*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
A aldeia de Asterix, sempre apresentada na abertura das histórias do personagem |
"Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos... Toda ? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor." Essa é a introdução que aparece antes de cada aventura de Asterix, o gaulês, famoso herói das histórias em quadrinhos francesas. Nas aventuras de Asterix, os legionários romanos quase sempre aparecem apanhando dos gauleses, especialmente de Obelix, o melhor amigo de Asterix.
Mas será que os antigos romanos eram parecidos com os mostrados nessas histórias? E os outros povos da Antigüidade que também aparecem nessas histórias (gauleses, bretões, gregos, egípcios....)? Será que alguma tribo de gauleses conseguiu mesmo resistir aos romanos? Para responder essas e outras perguntas, precisamos separar o que é real do que é imaginário. Isso porque, como veremos com mais detalhes, nas histórias de Asterix, enquanto alguns elementos têm base em fatos históricos, outros são pura fantasia.
Mas será que os antigos romanos eram parecidos com os mostrados nessas histórias? E os outros povos da Antigüidade que também aparecem nessas histórias (gauleses, bretões, gregos, egípcios....)? Será que alguma tribo de gauleses conseguiu mesmo resistir aos romanos? Para responder essas e outras perguntas, precisamos separar o que é real do que é imaginário. Isso porque, como veremos com mais detalhes, nas histórias de Asterix, enquanto alguns elementos têm base em fatos históricos, outros são pura fantasia.
Metáfora da ocupação nazista na França
As histórias de Asterix foram criadas com o propósito de divertir e não com a pretensão de "ensinar História". Por isso, elas se valem do mesmo recurso usado para fazer humor nos desenhos animados dos Flintstones, a famosa família da Idade da Pedra: retratar o passado com as características do modo de vida dos dias de hoje. Na verdade, as histórias de Asterix refletem muito mais a época em que foram criadas do que propriamente a época em que elas se passam.
Asterix foi criado pela dupla de franceses René Goscinny (escritor, já falecido) e Albert Uderzo (desenhista, que continuou a criar as histórias após a morte de Goscinny em 1977). O personagem apareceu pela primeira vez na revista francesa Pilote em 1959. Segundo vários críticos, o fato dessas histórias tratarem de um povo (os gauleses) resistindo à dominação de outro (os romanos) pode ter sido inspirado na resistência francesa à ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ou uma crítica à hegemonia dos Estados Unidos após a Segunda Guerra.
Seja como for, ao ler Asterix podemos aprender mais a respeito do mundo contemporâneo do que a respeito do mundo antigo. Neste artigo, responderemos algumas perguntas e falaremos um pouco de como diferentes povos foram mostrados nessa famosa série de quadrinhos.
Asterix foi criado pela dupla de franceses René Goscinny (escritor, já falecido) e Albert Uderzo (desenhista, que continuou a criar as histórias após a morte de Goscinny em 1977). O personagem apareceu pela primeira vez na revista francesa Pilote em 1959. Segundo vários críticos, o fato dessas histórias tratarem de um povo (os gauleses) resistindo à dominação de outro (os romanos) pode ter sido inspirado na resistência francesa à ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ou uma crítica à hegemonia dos Estados Unidos após a Segunda Guerra.
Seja como for, ao ler Asterix podemos aprender mais a respeito do mundo contemporâneo do que a respeito do mundo antigo. Neste artigo, responderemos algumas perguntas e falaremos um pouco de como diferentes povos foram mostrados nessa famosa série de quadrinhos.
Em qual período da história de Roma se passam as histórias de Asterix?
As aventuras de Asterix se passam no período da República (509 a 27 a.C.). Trata-se do período em que Roma foi governada pelo Senado. Os outros períodos da história de Roma são o da Monarquia (753 a 509 a.C.), quando a cidade foi governada por reis, e o do Império (27 a.C. a 476 d.C.), em que o Senado perdeu parte da força que tinha antes e o poder passou a se concentrar nas mãos dos imperadores. Portanto, Júlio César, o general romano que liderou a conquista da Gália, e que é figura recorrente nas aventuras de Asterix, jamais foi imperador como muita gente costuma imaginar.
O título de "imperador" (que significa "supremo") só surgiu depois da morte desse general e foi utilizado pela primeira vez por Otávio, sobrinho e filho adotivo de César, que passou a se chamar Augusto (nome que significa "divino"). Apesar de jamais ter recebido o título de imperador, Júlio César foi o principal responsável por várias conquistas militares que tornaram possível o Império Romano. Por isso, em sua homenagem, todos os imperadores romanos eram também chamados de Césares.
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O título de "imperador" (que significa "supremo") só surgiu depois da morte desse general e foi utilizado pela primeira vez por Otávio, sobrinho e filho adotivo de César, que passou a se chamar Augusto (nome que significa "divino"). Apesar de jamais ter recebido o título de imperador, Júlio César foi o principal responsável por várias conquistas militares que tornaram possível o Império Romano. Por isso, em sua homenagem, todos os imperadores romanos eram também chamados de Césares.
| Júlio César, no traço de Uderzo |
O verdadeiro Júlio César era mesmo parecido com o Júlio César mostrado nos quadrinhos?
O Júlio César mostrado nos quadrinhos de Asterix guarda semelhanças físicas com as estátuas e bustos feitos em homenagem ao verdadeiro César. No entanto, vale destacar uma curiosidade: essas estátuas e bustos geralmente mostram Júlio César com todos os cabelos, mas quando foram feitas, o modelo já era calvo. Trata-se de um fato comum na História: os poderosos são retratados da forma como eles gostariam de ser lembrados e não como realmente eram. No que se refere à personalidade, o César dos quadrinhos também lembra o que existiu em alguns aspectos, tais como espírito de liderança e habilidade política.
E Cleópatra, a rainha do Egito? Há semelhanças entre a verdadeira e a mostrada em Asterix?
A Cleópatra mostrada nos quadrinhos (e também no filme Asterix e Cleópatra) é inspirada na imagem popular difundida nos filmes de Hollywood, a de uma rainha sedutora e de beleza exótica que encantava inúmeros homens. Ao que tudo indica, a verdadeira Cleópatra era bem diferente: descendente dos reis ptolomaicos, dinastia fundada por um dos generais de Alexandre, o Grande, ela tinha muito mais em comum com os gregos do que com os egípcios (Alexandre, que veio da Macedônia, difundiu a cultura grega no Ocidente).
Segundo Plutarco, filósofo e historiador grego que viveu na Antigüidade, Cleópatra não tinha uma beleza extraordinária, mas era muito atraente, com uma voz capaz de encantar os homens em qualquer língua. Tal como mostrado no álbum O filho de Asterix, ela teve realmente um filho com Júlio César. No entanto, na vida real, César recusou-se a tornar esse filho seu herdeiro, honra que coube a Otávio. O filho de César e Cleópatra, que se tornou o faraó Ptolomeu 15, também conhecido como Cesarion ("Pequeno César"), teve um final trágico: morreu assassinado aos dezessete anos por ordem de Otávio
Segundo Plutarco, filósofo e historiador grego que viveu na Antigüidade, Cleópatra não tinha uma beleza extraordinária, mas era muito atraente, com uma voz capaz de encantar os homens em qualquer língua. Tal como mostrado no álbum O filho de Asterix, ela teve realmente um filho com Júlio César. No entanto, na vida real, César recusou-se a tornar esse filho seu herdeiro, honra que coube a Otávio. O filho de César e Cleópatra, que se tornou o faraó Ptolomeu 15, também conhecido como Cesarion ("Pequeno César"), teve um final trágico: morreu assassinado aos dezessete anos por ordem de Otávio
. Além de Júlio César e Cleópatra, outras figuras históricas já apareceram nos quadrinhos de Asterix?
Sim. Dentre os quais podemos destacar, Vercingetórix, chefe gaulês que tentou resistir à conquista romana, e Brutus, enteado de Júlio César, que se tornaria um dos responsáveis pelo assassinato de César (daí a famosa frase que César teria proferido pouco antes de morrer: "Até tu, Brutus?!").
Alguma tribo gaulesa conseguiu mesmo resistir à ocupação romana?
Inicialmente, os gauleses conseguiram oferecer resistência, mas acabaram sendo conquistados pelo exército de César. Em 52 aC. o chefe gaulês Vercingetórix conseguiu unir as tribos do centro e do leste da Gália contra os romanos. Tudo o que sabemos desse chefe é aquilo que o próprio Júlio César escreveu em sua obra "Das guerras na Gália". No início, esse chefe conquistou algumas vitórias usando a prática da "terra queimada", que consistia em abandonar as terras mas deixando-as de maneira que o inimigo não conseguisse se reabastecer (sem comida). No entanto, após uma derrota numa batalha, Vercingetórix se rendeu para poupar seu povo. Foi levado como prisioneiro para Roma e jogado em uma cela. Há indícios de que tenha morrido estrangulado na prisão em 46 a.C. Como se vê, apenas nas aventuras de Asterix é que os gauleses vencem os romanos no final.
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Vercingetórix depõe as armas aos pés de César |
Todos os povos mencionados nas histórias de Asterix existiram mesmo?
Sim. No entanto, como já afirmou certa vez numa entrevista, o próprio desenhista Albert Uderzo, esses povos devem ter sido bem diferentes na vida real, principalmente no que se refere aos costumes. Nos quadrinhos de Asterix, os povos antigos são mostrados com as características atribuídas aos povos que vivem hoje nas regiões onde se passam as histórias. Daí, os gauleses parecerem com a imagem que os franceses fazem de si mesmos (que é bastante diferente da que o resto do mundo faz dos franceses) ou os bretões parecerem com os ingleses dos dias de hoje.
Fonte :
Uol Educação
Fonte :
Uol Educação
Estudantes, professores e técnicos debatem calendário acadêmico em assembleia
Estudantes, professores e técnicos debatem calendário acadêmico em assembleia
Victor Seabra
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação
Comunidade acadêmica tem até o dia 13 para decidir por uma proposta. Fotos: Anderson Freire/Ascom
Cerca de 400 pessoas, entre professores, técnicos administrativos e estudantes da UNEB, participaram na manhã de hoje (27) de uma Assembleia Geral Universitária (AGU) para discutir a elaboração de um novo calendário.
O encontro, realizado no Teatro UNEB (foto home), Campus I da universidade, em Salvador, deu continuidade ao debate iniciado pelos discentes da capital, que reunidos em assembleias estudantis nos últimos dias 20 e 27 de junho definiram uma proposta de calendário referente à retomada das aulas na instituição após a greve docente.
“Não queremos tirar a legitimidade da greve dos professores, mas realizar um diálogo com todos os segmentos da UNEB para construir uma proposta com 100 dias contínuos de aula, mesmo que para isso seja necessário abrir mão das férias em janeiro”, ponderou Paulo Roberto Souza, discente do curso de relações públicas (Campus I) e um dos representantes da mobilização estudantil.
De acordo com os organizadores do encontro, essa assembleia geral foi realizada pela primeira vez reunindo os três segmentos da instituição, dos campi da capital e do interior do estado.
O estudante Paulo Roberto, o professor Jean Rêgo, do Campus II, em Alagoinhas — que representou a Associação dos Docentes (Aduneb) —, e Edson Pinto, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhados em Educação do Terceiro Grau do Estado da Bahia (Sintest), compuseram a mesa de abertura do encontro, acompanhados de relatores dos respectivos segmentos.
Jean Rêgo lembrou que, por sua multicampia, discutir a UNEB é muito complexo, “por isso é importante analisarmos todas as propostas, já que os calendários aqui sugeridos prezam pela responsabilidade e cidadania”.
Já Edson Pinto ressaltou que os três segmentos universitários devem se manter unidos para o fortalecimento das bandeiras de luta de cada entidade.
O pró-reitor de Graduação (Progad), José Bites, por meio de comunicado, se colocou à disposição dos participantes da assembleia para esclarecimentos acerca do calendário acadêmico.
Nova proposta
A Assembleia Geral Universitária foi convocada para que estudantes, técnicos administrativos e professores pudessem avaliar as três propostas existentes para os semestres 2011.1 e 2011.2, elaboradas pelo movimento estudantil e pela Prograd.
Durante a reunião, os discentes do Campus IV da universidade, em Jacobina, apresentaram uma nova proposta de calendário.
“Propomos o cancelamento do semestre 2011.2, já que com as propostas apresentadas nunca vamos regularizar o calendário de aulas ou contemplar todas as categorias dos 24 campi”, destacou Cassiano Ferreira, estudante do curso de história.
De acordo com essa proposta, o semestre de 2011.1 teria começado no dia 17 de junho, com término previsto para 24 de outubro, perfazendo um total de 129 dias letivos. O semestre referente ao período 2011.2 iniciaria em fevereiro de 2012.
“A universidade vai além das aulas. Não ficaremos parados em novembro e dezembro. Nesses meses queremos complementar nossa formação com atividades de pesquisa e extensão. Os alunos novos, que serão aprovados no próximo vestibular, entrariam no segundo semestre de 2012, já com a casa arrumada”, defendeu Anajara Tavares, discente de fonoaudiologia (Campus I).
A professora Sinoélia Pessoa, do Campus X, em Teixeira de Freitas, aprovou a nova proposta: “Vou defender o cancelamento do segundo semestre. Antes era assim: saíamos em dezembro e voltávamos em março”.
Os três segmentos universitários concordaram em realizar novas reuniões departamentais, até o dia 9 deste mês, para discutir o calendário acadêmico. Estudantes agendaram para esta quinta-feira (8) um encontro no Teatro UNEB, no Campus I, que terá transmissão via videoconferência.
A definição de uma proposta consensual será feita em nova assembleia geral, a ser realizada do dia 13, às 9h. A deliberação final sobre o calendário será feita pelo Conselho Universitário (Consu) da instituição, no próximo dia 27.
Cinco skinheads são presos em flagrante agredindo negros em São Paulo
Fonte: br.noticias.yahoo
Por Guilherme Voitch
SÃO PAULO - A Polícia Civil prendeu na madrugada deste domingo cinco jovens integrantes de um grupo skinhead. Eles foram presos em flagrante quando agrediam quatro pessoas na Rua Vergueiro, Aclimação, região central de São Paulo.
Foram detidos Welker de Oliveira Guerreiro, 19 anos; Guilheme Witiuk Ferreira de Carvalho, 21; Pedro Toledo de Souza, 19; Julio Ramon de Lima, 21 e Kauê Baldon Barreto, 18. Com o grupo foram encontradas facas, uma caneta com ponta de ferro e até um machado. Um dos detidos usava uma camiseta com os dizeres White Pride (Orgulho Branco, em inglês).
As vítimas dizem que estavam sendo agredidas quando viram a aproximação de uma viatura da Polícia Civil que passava pela região. Os policiais perceberam a movimentação e interromperam a agressão.
Em depoimento à polícia, duas das vítimas, um orientador socioeducativo e um estudante, dizem ter sido agredidas porquem eram negros. Elas prestaram queixa por racismo. Os detidos irão responder ainda por tentativa de homicídio e formação de quadrilha.
O movimento skinhead surgiu na Inglaterra no final da década de 60. Inicialmente, não possuia conotação racista ou sequer política. O ritmo negro e jamaicano do ska era uma das trilhas sonoras dos skinheads ingleses. No final da década de 70, porém, integrantes do movimento aproximaram-se de políticos da extrema-direita inglesa e até de neonazistas. No Brasil, os primeiro skinheads surgiram no início da década de 80.
sábado, 2 de julho de 2011
Eric Hobsbawm a era dos extremos
Eric Hobsbawm - A era dos extremos
"Era dos Extremos" é o clássico ensaio histórico do intelectual inglês Eric Hobsbawm sobre o século 20, no qual "mataram-se mais seres humanos do que em qualquer outra época" e o homem "chegou a níveis de bem-estar e a transformações jamais vistas", como definiu o jornalista Elio Gaspari em resenha sobre o livro. Com texto elegante e esclarecedor, Hobsbawm examina os acontecimentos, ações e decisões que moldaram o século, assim como seu legado de questões e impasses. Sua tese é de que o século teve início com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, e terminou com a derrocada da União Soviética, em 1991. Para ele, são três grandes eras: a da "catástrofe (de 1914 a 1948), marcada pelas duas grandes guerras, pelo surgimento dos fascismos e da URSS como alternativa ao capitalismo; a "era dourada" (de 1949 a 1973), DOWLOAD AQUI
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